Gomes 2009 elderly balance fall prevention Portuguese

Aging is understood as a set of structural and functional changes unfavorable bodythat happen slowly and gradually with the advanced age and these tend to have anActuarial balance, and thereby increasing the chance of falls. The present studyaimed to evaluate the effects of hydrotherapy in improving balance in older peopleand thus prevent falls. The study included 11 subjects, 10 females and 1 male,registered in Nirmatele and Água Vermelha Family Health Programs, settled inFormiga – MG. These were assessed before and after treatment by Balance ScaleBerg. The intervention consisted of 12 individual sessions, with an average of 50minutes each, twice a week as pre-established protocol. Data were analyzed using ttest, with significance level p <0.05, since the normality of the variables wereanalyzed by the Kolmogorov Smirnov. The results showed a significant increase (p =0.00023) Scale score on the Berg Balance, where Berg had before averaging 47.36and Berg after averaging 51.63. Thus, indicating an improvement of the balance ofthe aged. Therefore we can conclude this study that hydrotherapy is favorable inimproving balance in older people, can contribute to prevention of falls in thepopulation studied.Key Words: Hydrotherapy. Balance. Old people. Falls.

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OS BENEFCIOS DA HIDROTERAPIA SOBRE O EQUILBRIO DOS IDOSOS E NA
PREVENO DE QUEDAS
The beneficial effects of aquatic therapy on balance in the elderly and on fall prevention
Email address of Carla Gomes is: carlabgomes@yahoo.com.br

ABSTRACT

Aging is understood as a set of structural and functional changes unfavorable body
that happen slowly and gradually with the advanced age and these tend to have an
Actuarial balance, and thereby increasing the chance of falls. The present study
aimed to evaluate the effects of hydrotherapy in improving balance in older people
and thus prevent falls. The study included 11 subjects, 10 females and 1 male,
registered in Nirmatele and gua Vermelha Family Health Programs, settled in
Formiga MG. These were assessed before and after treatment by Balance Scale
Berg. The intervention consisted of 12 individual sessions, with an average of 50
minutes each, twice a week as pre -established protocol. Data were analyzed using t
test, with significance level p 0.05, since the normality of the variables were
analyzed by the Kolmogorov Smirnov. The results showed a significant increase (p =
0.00023) Scale score on the Berg Balance, where Berg had before averaging 47.36
and Berg after averaging 51.63. Thus, indicating an improvement of the balance of
the aged. Therefore we can conclude this study that hydrotherapy is favorable in
improving balance in older people, can contribute to prevention of falls in the
population studied.

Key Words: Hydrotherapy. Balance. Old people. Falls.

FORMIGAMG 2009

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CARLA BARBOSA GOMES

OS BENEFCIOS DA HIDROTERAPIA SOBRE O EQUILBRIO DOS IDOSOS E NA PREVENO DE QUEDAS

Trabalho de concluso de curso
apresentado ao curso de Fisioterapia do
Centro Universitrio de Formiga
UNIFORMG, como requisito parcial para
obteno do ttulo de bacharel em
Fisioterapia.
Orientadora: Prof. Ms. Ana Paula Maia Lima
Co-orientador: Prof. Ms. Wellerson C. Faria

FORMIGAMG 2009

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G633 Gomes, Carla Barbosa.
Os benefcios da hidroterapia sobre o
equilbrio
dos idosos e na preveno de quedas Carla
Barbosa Gomes. - 2009.

54f.

Orientadora: Ana Paula Maia Lima.
Trabalho de Concluso de Curso (Graduao
em Fisioterapia ) Centro Universitrio de
Formiga UNIFOR-
MG, Formiga, 2009.
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1. Hidroterapia. 2. Idosos. I. Gomes,
Carla Barbosa. II. Ttulo.

CDD 615.853

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Carla Barbosa Gomes

OS BENEFCIOS DA HIDROTERAPIA SOBRE O EQUILBRIO DOS IDOSOS E NA
PREVENO DE QUEDAS

Trabalho de concluso de curso
apresentado ao curso de Fisioterapia do
Centro Universitrio de Formiga -
UNIFOR-MG, como requisito parcial para
obteno do ttulo de bacharel em
Fisioterapia.

BANCA EXAMINADORA

______________________________________ Prof. MS. Ana Paula Maia Lima Orientadora
______________________________________
Prof. Kelly Cristina Paim UNIFORMG Avaliador 1
______________________________________ Prof. Luciana Freitas Faria UNIFORMG Avaliador 2

Formiga, 03 de dezembro de 2009

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Dedico este trabalho aos meus pais, a minha irm e ao meu namorado, que sempre me deram fora para enfrentar essa batalha, e sempre me fizeram entender que
para um futuro melhor, necessrio uma constante dedicao no presente!!!!!!!

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AGRADECIMENTOS

Agradeo primeiramente a Deus por ter nos acompanhado e iluminado meu
caminho, sempre estando ao meu lado.
Aos meus pais, que sempre me incentivaram a seguir meus caminhos, que
deixaram de realizar alguns de seus sonhos para que realizassem os meus. A meu namorado, minha irm e meus avs, por estarem sempre ao meu lado
torcendo por minha vitria.
Aos meus pacientes, que sempre torceram e depositaram toda sua confiana
em mim. Aos meus velhos e novos amigos, que tiveram sempre comigo e participaram
dessa longa caminhada.
Aos meus professores, em especial a professora Ywia Valadares pela sua
compreenso e dedicao, compartilhando seu conhecimento para comigo durante
o curso. A minha orientadora Ana Paula Maia Lima, que com sua dedicao,
competncia, pacincia e profissionalismo, me acompanhou durante todo esse
trabalho. A todas as pessoas, que mesmo no citadas aqui, contriburam para que eu
conseguisse concluir a graduao, meu muito obrigada!

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RESUMO

O envelhecimento entendido como um conjunto de alteraes estruturais e
funcionais desfavorveis do organismo que acontecem de forma lenta e progress iva
com o avano da idade, estes tendem a ter um dficit de equil brio, com isso
aumentando a chance de quedas. O presente estudo teve por objetivo verificar os
efeitos da hidroterapia na melhora do equilbrio em idosos e consequentemente
prevenirem as quedas. Participaram do estudo 11 idosos, sendo 10 do sexo
feminino e 1 do sexo masculino, cadastrados nos PSFs Nirmatele e gua Vermelha,
situados na cidade de For miga-MG. Estes foram avaliados antes e aps o
tratamento atravs da Escala de Equilbrio de Ber g. A interveno constou de 12
sesses individuais , com mdia de 50 minutos cada, duas vezes por semana
conforme protocolo pr-estabelecido. Os dados obtidos foram analisados por meio
do teste T, com nvel de significncia p0,05, uma vez que a normalidade das
variveis foram analisadas pelo teste de Kolmogorov Smirnov. Os resultados
mostraram que houve aumento significante (p=0,00023) no escore da Escala de
Equilbrio de Berg, onde Berg antes teve mdia de 47,36 e Berg depois mdia de
51,63. Sendo assim, apontando uma melhora do equilbrio dos idosos estudado s.
Portanto pode-se concluir neste estudo, que a hidroterapia favorvel na melhora
do equilbrio em idosos, podendo assim contribuir para preveno de quedas na
populao estudada.

Palavras-chave: Hidroterapia. Equilbrio. Idosos. Quedas.

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ABSTRACT

Aging is understood as a set of structural and functional changes unfavorable body
that happen slowly and gradually with the advanced age and these tend to have an
Actuarial balance, and thereby increasing the chance of falls. The present study
aimed to evaluate the effects of hydrotherapy in improving balance in older people
and thus prevent falls. The study included 11 subjects, 10 females and 1 male,
registered in Nirmatele and gua Vermelha Family Health Programs, settled in
Formiga MG. These were assessed before and after treatment by Balance Scale
Berg. The intervention consisted of 12 individual sessions, with an average of 50
minutes each, twice a week as pre -established protocol. Data were analyzed using t
test, with significance level p 0.05, since the normality of the variables were
analyzed by the Kolmogorov Smirnov. The results showed a significant increase (p =
0.00023) Scale score on the Berg Balance, where Berg had before averaging 47.36
and Berg after averaging 51.63. Thus, indicating an improvement of the balance of
the aged. Therefore we can conclude this study that hydrotherapy is favorable in
improving balance in older people, can contribute to prevention of falls in the
population studied.

Key Words: Hydrotherapy. Balance. Old people. Falls.

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LISTA DE ILUSTRAES

GRFICO 1 Comparao entre o Berg antes e o depois...................................29

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LISTA DE TABELAS

TABELA 1 Resultados da Escala de Berg, antes e aps o tratamento............29

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LISTA DE ABREVIATURAS E SIGLAS

a. C. Antes de Cristo
AVDs Atividades de Vida Diria
ADM Amplitude de Movimento
CFR Capacidade Residual Funcional
CLIFOR Clnica Escola de Sade do UNIFORMG
G1 Grupo 1
G2 Grupo 2
G3 Grupo 3
MG Minas Gerais
OMS Organizao Mundial de Sade
PSF Programa de Sade da Famlia
SNC Sistema Nervoso Central
UNIFOR Centro Universitrio de Formiga
VR Volume Residual
VRE Volume Residual Expiratrio

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SUMRIO

1 INTRODUO ................................................................................................ 12
2 REFERENCIAL TERICO............................................................................. 15
2.1 Envelhecimento............................................................................................ 15
2.2 Controle Postural e Equilbrio..................................................................... 16
2.3 Equilbrio no Idoso e Quedas...................................................................... 17
2.4 Quedas........................................................................................................... 18
2.5 Hidroterapia................................................................................................... 19
2.5.1 Histria da hidroterapia................................................................................ 19
2.5.2 Propriedades Fsicas da gua..................................................................... 19
2.5.2.1 Densidade...................................................................................................... 19
2.5.2.2 Temperatura.................................................................................................. 20
2.5.2.3 Empuxo e Flutuao..................................................................................... 20
2.5.2.4 Presso Hidrosttica.................................................................................... 21
2.5.2.5 Viscosidade................................................................................................... 21
2.5.2.6 Turbulncia.................................................................................................... 21
2.5.2.7 Refrao......................................................................................................... 22
2.5.3 Efeitos Fisiolgicos da Imerso em gua Aquecida................................ .22
2.5.3.1 Sistema Circulatrio ..................................................................................... 22
2.5.3.2 Sistema Respiratrio.................................................................................... 22
2.5.3.3 Sistema Renal............................................................................................... 23
2.5.3.4 Sistema Nervoso........................................................................................... 23
2.5.3.5 Sistema Musculoesqueltico....................................................................... 23
3 MATERIAIS E MTODOS.............................................................................. 25
3.1 Tipo de Pesquisa.......................................................................................... 25
3.2 Populao e Amostra................................................................................... 25
3.3 Critrios de Incluso e Excluso................................................................ .25

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3.4
Instrumentos
................................................................................................ .26
3.5 Procedimentos .............................................................................................. 26
3.6 Anlise Estatstica........................................................................................ 27
3.7 Cuidados ticos............................................................................................ 28
4 RESULTADOS............................................................................................... 29
5 DISCUSSO................................................................................................... 30
6 CONCLUSO................................................................................................ .34
REFERNCIAS ............................................................................................................ 35
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1 INTRODUO

O critrio cronolgico usado atualmente para identificar os idosos colocado
aos 65 anos de idade, ainda que alguns problemas de sade dos idosos podem
ocorrer logo aps os 50 anos de idade. (GUCCIONE, 2002, p. 3)
1.
O envelhecimento considerado um fenmeno natural, sendo definido como
um sistema que envolve fatores biolgicos, ambientais e psicolgicos.
Seu incio difcil de ser preciso, pois no se conhece plenamente os
mecanismos moleculares atuantes, entretanto, trata-se de um fenmeno fisiolgico
progressivo, afetando sistemas e rgos do organismo, com diferentes velocidades,
variando de pessoa para pessoa, dependendo de alguns fatores como a
hereditariedade e hbitos de vida, dentre outros. (BARBOSA; ARAKAKI e SILVA,
2001)
2.
Analisando as habilidades de integrao sensorial em idade avanada,
constata-se uma deteriorao ou falncia dos mecanismos de equilbrio decorrentes
de reduo ou conflito de informaes sensoriais associadas a patologias, ao
envelhecimento normal ou ambos.
Essas alteraes do organismo iro interferir diretamente no controle dos
movimentos, que respondero de maneira lenta e inadequada provocando assim,
desequilbrios e consequentemente, aumentando a freqncia de quedas nos
idosos. Obtendo a eficincia mecnica do sentido cinestsico, do equilbrio muscular
e da coordenao neuromuscular do corpo ser possvel detectar essas alteraes,
podendo evitar que essas quedas ocorram. (BARBOSA; ARAKAKI e SILVA, 2001).
A postura adequada requer na manuteno do centro de gravidade sobre a
base de sustentao durante situaes estticas (postura particular do corpo com
um mnimo de oscilao) ou dinmicas (postura durante o desempenho de uma
habilidade motora que venha a perturbar a orientao do corpo). O corpo deve ser
capaz de responder s diversas translaes que o centro de gravidade impe
!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!1 GUCCIONE, Andrew A. Fisioterapia Geritrica. 2. ed. Rio de Janeiro: Guanabara Koogan, 2002. 2 BARBOSA, Suzi M.; ARAKAKI, J.; SILVA, Marilete F. Estudo do equilbrio em idosos atravs da
fotogrametria computadorizada. Revista Fisioterapia Brasil, 2001, v.2, n.3, maijun.2001.

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voluntariamente, involuntariamente ou inesperadamente. (CHANDLER, 2002, p.
267)
3.
Estima-se que as queixas de desequilbrio na populao acima de 65 anos
chegue a 85%, estando associadas a vrias etiologias como, degenerao do
sistema vestibular, diminuio da acuidade visual e da capacidade de acomodar a
viso, alteraes proprioceptivas, sarcopenia, hipotenso postural, atrofia cerebelar,
diminuio do mecanismo de ateno e tempo de reao, que contribuem para
alteraes no equilbrio dos idosos, associadas diminuio na habilidade em
executar as atividades de vida diria (AVDs). (FIGUEIREDO; LIMA e GUERRA,
2007)
4.
Com a diminuio ou perda do equilbrio, o idoso est propenso a quedas. A
queda definida como um evento no esperado, no qual o indivduo cai ao cho de
um mesmo nvel ou de um nvel superior. (BARBOSA; ARAKAKI e SILVA, 2001).
As conseqncias de uma queda so consideradas um dos maiores
problemas de sade pblica em idosos. Aproximadamente, 35% dos idosos acima
de 65 anos caem pelo menos uma vez ao ano, e com essa proporo aumenta para
50% aos 80 anos de idade. No Brasil cerca de 29% dos idosos caem pelo menos
uma vez ao ano e 13% caem de forma recorrente. Essas quedas ocorrem na maioria
das vezes durante as atividades de vida diria (AVDs). (OLOUGHLIN et al., 1993, p.
54)
5.
Para a preveno dessas quedas, necessrio aprimorar as condies de
recepo de informaes sensoriais do sistema vestibular, visual e
somatossensorial, ativando assim os msculos antigravitacionais e estimulando o
equilbrio. (GEIGLE et al., 1997)
6.
Dessa forma a hidroterapia um recurso fisioteraputico que utiliza os efeit os
fsicos, fisiolgicos e cinesiolgicos da imerso do corpo em gua aquecida como
!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!3 CHANDLER, Julie M. Equilbrio e quedas no idoso: Questes sobre a Avaliao e o Tratamento. In:
GUCCIONE, Andrew A. Fisioterapia Geritrica. 2. ed. Rio de Janeiro: Guanabara Koogan, 2002.
Captulo 18, p. 265 -276.
4 FIGUEIREDO, K. M. O. B.; LIMA, K. C.; GUERRA, R. O. Instrumentos de avaliao do equilbrio
corporal em idosos. Revista Brasileira de Cineantropometria e Desenvolvimento Humano. Rio
Grande do Norte, 2007; 9(4): 408 -413.
5 OLOUGHLIN, J. L.; ROBITAILLE, Y.; BOIVIN, N. J. F.; SUISSA, S. Incidence of and resk factors for
falls and injurious falls among the community dwelling elderly. Am J Epidemiol, 1993; 137: 342-
54p.
6 GEIGLE, P. R.; CHEEK, W. L.; GOULD, M. L.; HUNT, H. C.; SHAFIQ, B. Aquatic phisycal therapy
for balance: the interaction of somatosensory and hidrodynamic principles. The Journal of Aquatic
Physical Therapy. 1997; 5 (10); 4-10.

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recurso de reabilitao ou preveno de alteraes funcionais. (CANDELORO e
COROMANO, 2007)
7.
Dentro deste contexto, com o avano da idade e com o declnio do equilbrio,
consequentemente ocorrer o aumento do nmero de quedas. As conseqncias
dessas quedas so potencialmente srias, e uma estratgia fundamental prevenir
que elas aconteam, adotando atitudes e condutas teraputicas que levem sua
preveno.
O objetivo geral deste trabalho foi verificar os benefcios da hidroterapia na
melhora do equilbrio dos idosos e com isso, prevenir as quedas. Enquanto os
objetivos especficos foram: verificar o dficit de equilbrio e a melhora do mesmo
aps a interveno da hidroterapia, atravs do escore da Escala de Equilbrio de
Berg.
Para elucidar tais objetivos propostos, trabalhou -se com as seguintes
hipteses: nula, a possibilidade de no ocorrer melhora no equilbrio aps realizao
do tratamento com a hidroterapia. E a alternativa, se o tratamento proposto com a
hidroterapia apresentar melhora no equilbrio dos idosos.

!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!7 CANDELORO, JM; CAROMANO, FA. Efeito de um programa de hidroterapia na flexibilidade e na
fora Muscular de idosas. Revista Brasileira de Fisioterapia, So Carlos, 2007, v.11, n.4, julago.
2007.

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2 REFERENCIAL TERICO

2.1 Envelhecimento

Segundo a Organizao Mundial de Sade (OMS), a populao
considerada idosa a partir de 65 anos nos pases desenvolvidos, e a partir dos 60
anos, nos pases subdesenvolvidos. No Brasil, o Estatuto do Idoso considera
aqueles indivduos acima de 65 anos de idade. (RESENDE, 2007)
8.
O envelhecimento entendido como um conjunto de alteraes estruturais e
funcionais desfavorveis do organismo que acontecem de forma lenta e progressiva
com o avano da idade. Essas modificaes prejudicam o desempenho de
habilidades motoras, dificultando assim, a adaptao do indivduo ao meio ambiente,
desencadeando desordens psicolgicas e sociais. (CANDELORO e COROMANO,
2007).
Segundo Barbosa; Arakaki e Silva (2001), o envelhecimento um fenmeno
natural, sendo definido como sistema integrado envolvendo fatores biolgicos,
ambientais e psicolgicos. O incio do envelhecimento difcil de ser precisado, pois
no se conhece plenamente os mecanismos moleculares atuantes. T rata-se de um
fenmeno fisiolgico progressivo, afetando os vrios sistemas e rgos do corpo,
com velocidades diferentes, variando de indivduo para indivduo, dep endendo de
alguns fatores como hbito de vida e herana gentica.
importante ao se tratar de envelhecimento, diferenciar o envelhecimento
fisiolgico (senescncia), do envelhecimento acelerado por patologias (senilidade).
As pessoas no chegam velhice no mesmo tempo, algumas so mais vigorosas,
mais autnomas e mais desenvolvidas do que as outras, que no conseguem
conservar o seu dinamismo.
Alguns idosos esto mais suscetveis s diversas condies patolgicas. Um
idoso sensibilizado por qualquer enfermidade um idoso propenso s quedas,
!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!8 RESENDE, Selma Mendes. Novo Protocolo de Hidroterapia na Recuperao do Equilbrio e
Preveno de Quedas em Idosas. 2007. 79 f. Dissertao para Obteno do Ttulo de Mestre.
Universidade Catlica de Gois, Goinia, 2007.

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especialmente as que levam a alteraes da mobilidade, equilbrio e controle
postural. (SOARES et al., 2003)
9.

2.2 Controle Postural e Equilbrio

O controle postural adequado requer a manuteno do centro de gravidade
sobre a base de sustentao durante situaes estticas e dinmicas. Os dados
sensoriais primordiais para o equilbrio so fornecidos principalmente pelos sistemas
visual, vestibular e somatossensorial. (CHANDLER, 2002).
A viso ajuda a orientar o corpo no espao ao referenciar os eixos verticais e
horizontais dos objetos ao seu redor. Na posio de p, a viso ajuda a detectar
discretos deslocamentos posturais ao fornecer as informaes para o sistema
nervoso central (SNC) sobre a posio e os movimentos de partes do corpo em
relao s outras partes e ao ambiente externo.
O sistema vestibular fornece dados sensoriais importantes para o controle do
equilbrio. Esse sistema prov o SNC com informaes com relao ao movimento e
posio da cabea. O estmulo vestibular utilizado para gerar os movimentos
oculares compensatrios e as respostas posturais durante os movimentos da
cabea e ajuda a resolver as informaes conflitantes oriundas das imagens visuais
e do movimento real. As informaes advindas de receptores sensoriais no aparelho
vestibular interagem com as informaes visuais e somatossensoriais para produzir
o alinhamento corporal e o controle postural adequados.
O sistema somatossensorial, muito importante para o sistema sensorial no
controle do equilbrio. O estmulo proprioceptivo fornecido ao SNC por receptores
articulares, tendneos e musculares gera informaes em relao ao movimento do
corpo no que se refere superfcie de sustentao e ao movimento dos segmentos
corporais entre si. As informaes sensoriais fornecidas pelos sistemas visual,
vestibular e somatossensorial, so redundantes no controle do equilbrio.
O processamento central tambm um componente fisiolgico importante no
controle do equilbrio. Ele pode ser considerado como um processo de
estabelecimento da resposta postural. O SNC recebe informaes sensoriais
!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!9 SOARES, A. V.; MATOS, F. M.; LAUS, L. H.; SUZUKI, S. Estudo comparativo sobre a propenso de
quedas em idosos institucionalizados e no -institucionalizados atravs do nvel de mobilidade
funcional. Revista Fisioterapia Brasil, 2003, v.4, n.1, janfev. 2003.

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fornecidas pelos sistemas visual, vestibular e somatossensorial, processa -as no
contexto das respostas previamente aprendidas e executa uma resposta de
correo postural automtica que orientada ou expressa atravs da estrutura
mecnica em que ele se apia. (CHANDLER, 2002).

2.3 Equilbrio no Idoso e Quedas

Vrios fatores podem favorecer o aumento do risco de quedas nos idosos,
podendo citar por exemplo, a diminuio da fora muscular dos membros inferiores,
as alteraes posturais e a diminuio da amplitude de movimento, principalmente
na coluna vertebral. (SHUMWAY et al., 2003)
10.
A diminuio da fora dos membros inferiores associada incapacidade de
levantar-se, ao aumento da instabilidade, reduo da amplitude de movimento
(ADM) da passada e da velocidade do andar, so fatores que aumentam o risco de
quedas no idoso. (RESENDE, 2007).
Outro fator muito importante so as mudanas nos sistemas sensoriais, como
a diminuio da sensibilidade ttil, que acarreta retardo nas latncias iniciais da
resposta muscular em relao s perturbaes do equilbrio, e a incapacidade de
modular a amplitude de respostas em relao ao estmulo. Alm disso, ocorrem
mltiplas mudanas na estrutura do olho, aumentando o limiar visual com a idade,
afetando o controle do equilbrio.
H tambm diminuio na funo do sistema vestibular. O sistema nervoso
apresenta dificuldade para modular as informaes recebidas do sistema visual e
somatosensorial, interferindo nas respostas posturais.
Os idosos apresentam comprometimento na relao do tempo e organizao
entre os msculos sinergticos ativados em resposta instabilidade e nas limitaes
da capacidade de adequar os movimentos para o equilbrio em relao s
perturbaes do meio ambiente, levando assim, ao aumento das quedas.
(SHUMWAY et al. , 2003).

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2.4 Quedas

Segundo Chandler (2002), as quedas constituem uma importante causa de
morbidade e mortalidade nas pessoas com mais de 65 anos de idade. Elas
consistem na principal causa de morte por leso, uma taxa que aumenta com o
avano da idade.
A queda definida como um evento inesperado, no qual a pessoa cai ao cho
de um mesmo nvel ou de um nvel superior, recorrente da perda do equilbrio
postural. (BARBOSA; ARAKAKI e SILVA, 2001).
A identificao dos fatores de risco significativos uma importante etapa no
sentido da preveno contra a queda. Os fatores de risco associados s quedas
podem ser classificados como intrnsecos ou extrnsecos. Os intrnsecos incluem
sintomas como tontura, fraqueza, dificuldade em caminhar ou confuso, enquanto os
extrnsecos incluem condies como uma superfcie deslizante, tapetes soltos,
iluminao deficiente e obstculos. (CHANDLER, 2002).
As conseqncias de uma queda so consideradas um grande problema de
sade pblica nos idosos, aproximadamente 35% dos idosos com mais de 65 anos
caem pelo menos uma vez por ano, e essa proporo aumentou para 50% aos 80
anos de idade. No Brasil, cerca de 29% dos idosos caem pelo menos uma vez ao
ano e 13% caem de forma recorrente. (OLOUGHLIN et al., 1993, pg. 54).
Os sintomas como dor, fraqueza muscular, dficit de equilbrio, desordens na
marcha, dentre outros, dificulta os exerccios em solo, com isso, a hidroterapia
considerada segura e eficaz na reabilitao dos idosos. A gua atua
simultaneamente nas desordens musculares, especialmente no equilbrio, devido
suas propriedades fsicas que diminuem a sobrecarga de peso nas articulaes
durante a execuo dos exerccios de reabilitao. (RESENDE; RASSI e VIANA,
2008)
11.

!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!10 SHUMWAY COOK A; WOOLLACOTT MH. Controle Motor: Teoria e Aplicaes Prticas. So
Pulo: Manole, 2003.
11 RESENDE, S. M.; RASSI, C. M.; VIANA, F. P. Efeitos da hidroterapia na recuperao do equilbrio
e preveno de quedas em idosas. Revista Brasileira de Fisioterapia, So Carlos, 2008, v.12, n.1,
janfev. 2008.

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2.5 Hidroterapia

2.5.1 Histria da hidroterapia

A utilizao da gua para fins teraputicos utilizada h milhares de anos. Os
povos egpcios e muulmanos acreditavam nas propriedades curativas da gua, os
hindus em 1500 a.C, utilizavam a gua no combate da febre, e os orientais j
praticavam prolongados banhos de imerso. No se sabe ao certo quando a prtica
da hidroterapia iniciou -se, mas acredita-se que tenha sido por volta do sculo XIX.
(SACCHELLI; ACCACIO e RADL, 2007)
12.
Em 1830, apareceram os primeiros spas nos Estados Unidos, Vicent
Priessnitz iniciou os primeiros exerccios no meio aqutico visando teraputica e
pesquisou pela primeira vez as reaes do organismo em diferentes temper aturas
da gua.
No Brasil, a hidroterapia teve incio na Santa Casa do Rio de Janeiro, com
banhos de gua doce e salgada, com Artur Silva, em 1922, que comemorou o
centenrio do Servio de Fisiatria Hospitalar, um dos mais antigos do mundo sob
orientao mdica. No tempo em que a entrada da Santa Casa era banhada pelo
mar, eles tinham banhos salgados e banhos doces com a gua da cidade. (CUNHA
et al., 2001)
13.

2.5.2 Propriedades Fsicas da gua

2.5.2.1 Densidade

A densidade definida como a quantidade de massa ocupada por certo
volume a determinada temperatura e pode ser expressa em quilogramas por metro
cbico, ou gramas por centmetro cbico.

!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!12 SACCHELLI, Tatiana; ACCACIO, Letcia M. P.; RADL, Andr L. M. Fisioterapia Aqutica. 1. ed.
So Paulo: Manole, 2007. 350 p.

13 CUNHA, Mrcia C. B.; LABRONICI, Rita H. D. D.; OLIVEIRA, Aracy S.B.; GABBAI, A. A.
Hidroterapia. !P-?0(=*&G0(04=-3*C0*&53*(0+Q& #++",!-.#,!.',!0-1234.!#++". !

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A densidade do corpo humano apresenta gravidade relativa de cerca de 0,97,
variando ao longo da vida em razo do tecido adiposo, geralmente encontrado com
maior quantidade em bebs e idosos, que apresenta densidade prxima de 0,9,
enquanto tecidos magros, como msculos e ossos, apresentam densidade prxima
a 1,1.
A densidade de cada parte do corpo humano tambm varivel: por exemplo,
os membros superiores flutuam mais facilmente do que os inferiores por
apresentarem menor densidade. (RESENDE; RASSI e VIANA, 2008).

2.5.2.2 Temperatura

A imerso em gua em torno de 33 a 36, aumenta a distensibilidade do
colgeno, diminui a rigidez articular, alivia a dor e o espasmo muscular, aumenta a
circulao sangnea, e facilita a resoluo dos processos inflamatrios, edema e
exudatos. Alm disso, a ao do calor nos nervos perifricos e o aumento da
circulao muscular diminuem a dor e a tenso muscular. (RESENDE, 2007).

2.5.2.3 Empuxo e Flutuao

A flutuao a fora experimentada como empuxo que atua em sentido
oposto fora da gravidade. Assim, um corpo na gua est submetido a duas foras
opostas, a gravidade atuando por meio do centro de gravidade, e a flutuao,
atuando por meio do centro de flutuao. Quando o peso do corpo flutuante iguala -
se ao peso do lquido deslocado, e os centros de flutuao e gravidade esto na
mesma linha vertical, o corpo mantido em equilbrio estvel.
A fora da flutuao age em oposio gravidade, reduzindo o peso corporal
e diminuindo a sobrecarga articular durante a imerso.
A flutuao possibilita movimentos tridimensionais e posturais no
reproduzidos em solo, aumentando os estmulos sensoriais ao SNC. (RESENDE,
2007).

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2.5.2.4 Presso Hidrosttica

A presso hidrosttica definida pela fora aplicada em uma determinada
rea perpendicular superfcie, sendo igual em toda a superfcie do corpo imerso
em repouso, a uma dada profundidade (lei de Pascal). A presso hidrosttica age na
parede dos vasos facilitando o retorno venoso e linftico, promove estimulao
exaustiva dos mecanorreceptores da pele, promovendo analgesia e facilitando os
movimentos. Promove tambm estmulo sensorial e proprioceptivo fundamentais na
reeducao do equilbrio.
A propriedade de suporte oferecida pela gua d ao indivduo com dficit de
equilbrio tempo para reagir quando h risco de queda, estmulos vestibulares
melhoram a resposta de equilbrio pela estimulao da ao muscular. (RESENDE,
2007).

2.5.2.5 Viscosidade

A viscosidade gera resistncia ao movimento, principalmente aos mais
rpidos, aumentando o estmulo somatossensorial. Essa resistncia causa o
alongamento da pele, resultando em estimulao dos mecanorreceptores,
aumentando a propriocepo.
A viscosidade evita a queda rpida e aumenta o tempo em que o indivduo
pode responder a um deslocamento do centro de gravidade fora da base de suporte.
Alm disso, o resultado final natural da perda de equilbrio que no corrigida uma
queda em um fludo, sem riscos de traumas. Essa sensao de segurana e a
obteno de melhor controle, da ao indivduo coragem para tentar realizar os
exerccios. (RESENDE, 2007).

2.5.2.6 Turbulncia

um fluxo turbulento que tem movimentos irregulares de lquido que cria
movimentos rotatrios denominados redemoinhos.
A turbulncia pode ser gerada pelo movimento do corpo na gua ou
produzida artificialmente, aumenta o efeito desestabilizador e facilita o estmulo

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vestibular. Os estmulos que o indivduo recebe podem ser usados para aumentar o
equilbrio na gua. (RESENDE, 2007).

2.5.2.7 Refrao

A refrao o desvio que ocorre com a luz quando ela passa de um meio
para outro, com densidades diferentes. O efeito da refrao na gua gera distores
na posio dos membros e da postura vertical, estimulando mecanismos de
compensao vestibular. (SACCHELLI; ACCACIO e RADL, 2007).

2.5.3 Efeitos Fisiolgicos da Imerso em gua Aquecida

2.5.3.1 Sistema Circulatrio

Com a imerso at a regio do pescoo ocorre: aumento da pres so
hidrosttica = compresso linftica e compresso venosa = aumento do volume
sangneo central (60%) = aumento da presso atrial, aumento da presso pulmonar
arterial e aumento do volume cardaco (30%) = aumento sistlico (35%) = aumento
cardaco (30%). (FIGUEIREDO; LIMA e GUERRA, 2007).

2.5.3.2 Sistema Respiratrio

Com a imerso at o pescoo, a capacidade funcional residual (CFR) diminui
em aproximadamente 54% em funo da queda no VRE (volume residual
expiratrio) e no VR (volume residual), 75% e 15%. A capacidade vital tambm
apresenta uma diminuio relacionada tanto ao aumento do volume sangneo
torcico como s foras hidrostticas da gua sobre a musculatura do trax. Isso
acontece porque o aumento do volume sangneo nos vasos pulmonares tambm
resulta em uma pequena queda na capacidade de difuso dos alvolos, e,
conseqentemente, h uma diminuio da concentrao de oxignio no sangue, e a
presso sobre a parede torcica diminui a circunferncia da caixa torcica em
aproximadamente 10%, resultando na queda do volume pulmonar e da capacidade

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vital. O resultado de todos esses efeitos combinados o aumento no trabalho
respiratrio. (RESENDE; RASSI e VIANA, 2008).

2.5.3.3 Sistema Renal

A imerso provoca diversos efeitos no sistema renal que, em conjunto,
aumentam a diurese, esses efeitos incluem: fluxo sangneo renal; sistemas
reguladores e sistema hormonal. (CAMPION, 2000)
14.

2.5.3.4 Sistema Nervoso

Aps a imerso foi observado que imediatamente h uma queda nos nveis
de epinefrina e norepinetrina e um aumento nos nveis de dopamina, sendo tais
efeitos ainda observados algumas horas aps a imerso.
Observou-se tambm a capacidade de diminuio da dor com a imerso na
gua. Com a instabilidade do meio aqutico, o sistema vestibular ser
constantemente solicitado, possibilitando que a imerso auxilie tambm no
tratamento do equilbrio, no entanto, um cuidado especial deve ser tomado a fim de
evitar sobrecarga de estmulos, o que poderia gerar sensaes desagradveis.
(SACCHELLI; ACCACIO e RADL, 2007).

2.5.3.5 Sistema Musculoesqueltico

O efeito da imerso na musculatura deve -se principalmente, ao fato da fora
hidrosttica da gua, em indivduos em imerso at o pescoo, exercer uma presso
superior presso diastlica, o que favorece a eliminao de edemas e de produto s
como lactato, e tambm flutuao, que diminui consideravelmente a compresso
nas articulaes, e possibilita o trabalho muscular mesmo em pacientes com leses
articulares.
A imerso na gua em temperaturas acima de 37 podem causar
vasodilatao e aumentar o fluxo sanguneo muscular, devido transferncia de
calor.

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A flutuao auxilia na diminuio da sobrecarga articular e favorece uma
atuao favorvel no equilbrio dos msculos, proporcionando um ambiente de fcil
movimentao e podendo potencializar a realizao dos exerccios. Podendo o
terapeuta utilizar equipamentos especficos (como flutuadores) e aumentar a
resistncia durante os movimentos na gua, deste modo, pode favorecer o
condicionamento muscular. (CARREGARO e TOLEDO, 2008)
15.

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3 MATERIAIS E MTODOS

3.1 Tipo de Pesquisa

O presente trabalho do tipo experimental antes -depois. Onde os pacientes
vo ser avaliados, tratados e reavaliados.

3.2 Populao e Amostra

Foram selecionados para este estudo 12 idosos, de ambos os sexos, com
idade entre 60 e 80 anos (mdia de idade de 67 anos), cadastrados no Programa de
Sade da Famlia (PSF) Nirmatele, onde atualmente esto cadastrados 323 idosos e
no PSF gua Vermelha, onde esto cadastrados 443 idosos atualmente, situados na
cidade de Formiga-MG, respeitando os critrios de incluso e excluso, sendo 9 do
PSF Nirmatele e 3 do PSF gua Vermelha. Destes, 1 desistiu do tratamento devido
problemas de sade e 11 participaram do tratamento.

3.3 Critrios de Incluso e Excluso

Foi adotado como critrios de incluso, indivduos de ambos os sexos; idade
entre 60 e 80 anos; marcha independente; independncias nas atividades de vida
dirias (AVDs); ausncia de contra -indicaes mdica ao exerccio (atestado mdico
favorvel hidroterapia) e mediante a assinatura do termo de esclarecimento livre e
esclarecido (ANEXO B).
Sero excludos do estudo, indivduos com incontinncia urinria ou fecal;
insuficincia renal; doenas cutneas contagiosas; sondas; feridas abertas; trombos
vasculares; insuficincia cardaca; hipertenso descontrolada; dispnia aos mnimos
esforos; idosos que esto em outro programa de atividade fsica supervisionada e
idosos portadores de alteraes neurolgicas.

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3.4 Instrumentos

Para avaliar o equilbrio foi utilizada a Escala de Equilbrio de Berg que
considerado um instrumento de fcil administrao e compreenso, sendo
direcionada a idosos que vivem institucionalizados ou na comunidade. Consiste de
14 tarefas comuns que envolvem o equilbrio esttico e dinmico tais como alcan ar,
girar e transferir-se conforme (ANEXO A). Este apresenta um escore final de 56
pontos, sendo que na amplitude de 56 a 54, cada ponto a menos associado a um
aumento de 3 a 4% abaixo no risco de quedas, de 54 a 46 a alterao de um ponto
associada a um aumento de 6 a 8% de chances, sendo que abaixo de 36 pontos o
risco de quedas quase de 100%. (FIGUEIREDO; LIMA e GUERRA, 2007). A
Escala de Equilbrio de Berg foi aplicada antes e aps o tratamento.

3.5 Procedimentos

Aps realizado uma seleo dos indivduos atravs dos critrios de incluso e
excluso, foi realizada um visita domiciliar aos mesmos para explicar como seria
realizada a pesquisa e convid -los a participarem. Aos que aceitaram realizar o
tratamento, foi informado a data, o local e o horrio onde iria ser realizado a primeira
reunio. Nesta primeira reunio foi realizada a Avaliao Fisioteraputica (ANEXO
D); o Termo de Consentimento Livre e Esclarecido (ANEXO B) e o Termo de Risco
aos Participantes (ANEXO C) foram assinados por todos os pacientes e logo aps
foi aplicado a Escala de Equilbrio de Berg (ANEXO A). A primeira reunio e os exerccios hidroteraputicos foram realizados na
Clnica Escola de Sade do UNIFOR -MG (CLIFOR), localizada Avenida Dr.
Arnaldo Senna, n 328, bairro gua Vermelha.
As sesses de hidroterapia foram realizadas na piscina da clnica com gua
aquecida em torno de 32 a 36 graus, nvel da gua em posio ortosttica na
regio do esterno, duas vezes por semana as teras e quartas feiras, das 13:00
horas as 19:00 horas, sendo cada sesso individual de 50 minutos e com um
intervalo de 10 minutos entre uma sesso e outra, no perodo de 16 de setembro a
28 de outubro, totalizando 12 sesses.

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Para o tratamento, foi realizado um protocolo contendo, atividades de
aquecimento, endurance e desacelerao de grupos musculares membros
inferiores, conforme descrio:
Aquecimento:
caminhadas com paciente marchando para frente, para trs,
lateralmente com passos largos, com um p na frente do outro, durante 8 minutos.
Endurance:
exerccios de fortalecimento de grupos musculares de membros
inferiores e tronco, com 3 sries de 10 repeties e durao de 30 minutos. Para
resistncia foram utilizados dispositivos auxiliares como hidrotubos, caneleiras,
pranchas e halteres em E.V.A, material prprio para execuo de atividades em
meio aqutico conforme (ANEXO E). Exerccios utilizados nesta ordem:
- Flexo de quadril, com auxlio de caneleira;
- Extenso de quadril, com auxlio de caneleira;
- Abduo e aduo de quadril, resistida por caneleira;
- Flexo e extenso de joelho bilateralmente, com auxlio de caneleira;
- Flexo plantar bilateralmente, com auxlio de hidrotubo;
- Flexo de tronco, utilizando uma prancha como resistncia;
- Flexo lateral de tronco bilateral, com uso de halter.
- Exerccios de descer e subir escadas, realizando turbulncia com o auxlio
de uma prancha, promovendo o desequilbrio do paciente.
- Exerccio funcional com paciente equilibrando no balancinho.
Desaquecimento:
alongamento ativo dos msculos quadrceps, isquiosurais,
trceps sural, tensor da fscia lata, glteo e iliopsoas, com 3 sries de 40 segundos
cada, realizados durante 12 minutos.
Vale ressaltar que, para todas as fases do protocolo, contou-se com as propriedades
fsicas da gua, principalmente o empuxo.

3.6 Anlise Estatstica

Primeiramente uma anlise descritiva, onde os dados foram apresentados
sob a forma de tabela, contendo mdia e desvio padro. Foi aplicado o teste de
Kolmogorov Smirnov, para verificar a normalidade dos dados, sendo que as
variveis de Berg Antes e Berg Depois foram paramtricas. Para comparar as

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variveis Berg Antes e Berg Depois foi utilizado o teste T, com nvel de significncia
de p0,05, sendo esta analise realizada com o auxlio do software Minitab.

3.7 Cuidados ticos

Aps a aprovao do Comit de tica em Pesquisas (ANEXO F) foi informado
ao paciente o dia, local e horrio da primeira reunio.
Nessa primeira reunio foi realizada a avaliao fisioteraputica (ANEXO D),
o Termo de Consentimento Livre e Esclarecido (ANEXO B) e o Termo de Riscos aos
Participantes (ANEXO C) foram assinados por todos os pacientes, e logo aps foi
aplicado a Escala de Equilbrio de Berg (ANEXO A).

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4 RESULTADOS

Foram avaliados 11 idosos, com faixa etria entre 60 e 80 anos (mdia de
67 anos) e desvio padro de 4,95, com predomnio do sexo feminino (80%) , sendo
10% do sexo masculino, com uma perda de 10%.
Os resultados foram analisados de acordo com os dados obtidos na Escala
de Equilbrio de Berg (ANEXO A), aplicada antes e aps o tratamento dos 11
participantes da pesquisa (TAB. 1).

TABELA 1 Resultados da Escala de Berg, antes e aps o tratamento
Mdia Desvio Padro Valor p
Idade 67,0 4,95
Berg-antes 47,36 5,86
Berg-depois 51,63 3,92
0,00023
FONTE: da au tora.

Ao analisarmos o GRAF. 1, foi observado que a hidroterapia promoveu um
aumento significativo (p0,05) na melhora do equilbrio dos idosos, obtendo
resultado de p=0,00023, com isso, consequentemente prevenindo as quedas.

GRFICO 1 Comparao entre o Berg antes e o depois

FONTE: da autora.

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5 DISCUSSO

Com o avano da idade, o organismo sofre um conjunto de alteraes
estruturais e funcionais, que se acumulam de forma progressiva. Essas
modificaes prejudicam o desempenho de habilidades motoras, dificultando a
adaptao do idoso ao meio ambiente. As quedas entre os idosos constituem um
dos principais problemas clnicos e de sade pblica, devido sua alta incidncia.
A hidroterapia tem um importante papel na preveno, manuteno e melhora
da funcionalidade do idoso. A gua oferece vrios benefcios ao organismo tais
como, suporte e diminuio do estresse biomecnico nas articulaes e nos
msculos, melhora da circulao sangunea, aumento da fora muscular e ADM,
promove o relaxamento muscular, diminui a dor, melhora da confiana e da
capacidade funcional. (CUNHA et al., 2009)
16.
A amostra deste estudo foi composta por ambos os sexos, com predomnio
do sexo feminino (80%) e somente (10%) do sexo masculino, devido ao fato de que
a populao idosa cadastrada nos Programas de Sade da Famlia, PSFs Nirmatele
e gua Vermelha eram do sexo feminino. Ao realizar a visita domiciliar aos
selecionados, a populao feminina se mostraram com mais interesse, disposio e
disponibilidade para realizao do tratamento, enquanto a populao masculina no
demonstrou grande interesse, sempre colocando dificuldade para participarem, o
nico participante do sexo masculino que participou do estudo era aposentado,
tendo disponibilidade para comparecer s sesses de hidroterapia. De acordo com
Pinheiro et al. (2002)
17, em seu estudo, relatou que o percentual de mulheres
(62,3%) que procuram os servios de sade no Brasil maior em relao aos
homens (46,7%).
Neri (2001)
18, relata que as mulheres idosas so mais expressivas e
envolvidas do que os homens, devido aos fatores sociais e de aprendizagem social .
!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!16 CUNHA, M. F.; LAZZARESCHI, L.; GANTUS, M. C.; SUMAN, M. R.; SILVA, A.; PARIZI, C. C.;
SUARTI, A. M.; IQUEUTI, M. M. A Influncia da Fisioterapia na Preveno de Quedas em Idosos na
Comunidade: estudo comparativo. Revista Motriz, Rio Claro, v. 15, n. 3, pg.527- 536. jul.set. 2009.
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As mulheres so menos agressivas, solidrias, sugestionveis, envolvidas e mais
relacionadas socialmente do que os homens.
O resultado do presente estudo sugere que os idosos tratados com a
hidroterapia sofreram alteraes no equilbrio aps o tratamento. Ou seja, a
hidroterapia tem benefcios na melhora do equilbrio dos idosos e consequentemente
na preveno das quedas. De acordo com Resende (2009 )
19, as propriedades
fsicas da gua proporcionam o alivio da dor, reduo do peso corporal, retardam as
quedas, facilitando a realizao dos exerccios de equilbrio na gua, considerando
assim que a hidroterapia um recurso seguro para os idosos.
Resende, Rassi e Viana (2008), realizaram um estudo para avaliar os efeitos
de um programa de hidroterapia na recuperao do equilbrio e na preveno de
quedas em idosas. Para o estudo foram avaliadas 25 idosas por meio da Escala de
Equilbrio de Berg e do teste Timed Up & Go, das 25 idosas avaliadas, 20%
apresentaram fraturas como conseqncia de quedas e 76% tinham histria de
quedas. Os resultados obtidos neste estudo promoveram um aumento significativo
do equilbrio das idosas. O aumento ocorreu aps a 6 semana de tratamento
(p0,001), aps a 12 semana (p0,001) e entre a 6 e a 12 semanas (p0,001),
onde que os mesmos resultados foram obtidos no teste Timed Up & Go, o que indica
um aumento significante do equilbrio. No presente estudo, o risco de quedas
avaliado de forma quantitativa sofreu uma reduo significativa aps o tratamento, j
que o equilbrio tem uma relao direta com as quedas.
Bruni, Granado e Prado (2008 )
20, desenvolveram um estudo que teve como
objetivo avaliar a influncia das propriedades fsicas da gua na melhora do
equilbrio postural em idosos, utilizando a escala POMA. Para este estudo foram
selecionados 2 grupos, sendo um grupo estudo composto de 11 idosas e um grupo
controle composto de 13 idosas onde no receberam interveno fsica, somente
palestras educativas sobre preveno de quedas. Os resultados demonstraram que
o grupo controle no obteve nenhuma melhora e sim uma piora significativa (p0,05)
nos resultados, passando de 35 para 33,54 ( 2,43) pontos no teste de equilbrio
(p=0,02) e de 15 para 13,38 ( 2,14) pontos no teste de marcha (p=0,01). J no
grupo estudos, aps a 1 avaliao as idosas apresentaram uma mdia de 35,55 (
!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!19 RESENDE, SM. Hidroterapia na recuperao do Equilbrio em Idosos. 2009. 20 BRUNI, BM; GRANADO, FB; PRADO, RA. Avaliao do Equilbrio Postural em Idosos Praticantes
de Hidroterapia em Grupo. Revista O Mundo da Sade. So Paulo. 2008. v. 32, n1: pg.56 -63.

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2,01) pontos contra 35 ( 2,08) pontos do grupo controle no teste de equilbrio. No
teste da marcha o grupo estudo apresentou uma mdia de 15,45 ( 2,46) pontos
contra 15 ( 1,78) pontos do grupo controle. Aps 10 semanas de tratamento o
grupo estudo observou uma melhora significativa (p0,05) na mdia dos resultados
de ambos os testes, passando de 35,55 para 38 pontos ( 0,89) pontos no teste de
equilbrio (p=0,002) e de 15,45 para 17,45 ( 0,81) pontos no teste de marcha
(p=0,008). Com esses resultados obtidos conclui-se que houve uma melhora
significativa tanto no equilbrio quanto na marcha dos participantes, com uma piora
desses aspectos nos idosos que no realizaram nenhum tipo de atividade fsica.
Cunha et al. (2009), realizou um estudo comparativo para verificar a influncia
da hidroterapia na preveno de quedas em idosos, utilizando o escore Berg
Balance Scale. Participaram do estudo 47 idosos com predomnio do sexo feminino,
foram divididos em 3 grupos, sendo: (G1) grupo tratado no solo; (G2) grupo tratado
na gua e (G3) grupo controle. Os resultados obtidos no escore Berg Balance Scale
observou-se que os idosos sedentrios tiveram uma mdia de 55,27 na avaliao e
55,5 na reavaliao, enquanto os idosos que praticavam atividades fsicas
apresentaram mdia de 51,2 na avaliao e 54,6 na reavaliao, concluindo o
quanto que a hidroterapia foi eficaz na preveno de quedas, tendo aumentado o
equilbrio e a mobilidade nos idosos.
Souza et al. (2009)
21, relata que vrios autores apontam que a prtica de
atividades fsicas em idosos tem como objetivo a preveno de quedas, relatam que
elas favorecem a diminuio de doenas, melhoram a capacidade cardiovascular e
locomotora, melhorando a capacidade funcional e promovendo melhores condies
de vida a estes idosos.
O presente estudo apresentou algumas possveis limitaes como, a amostra
e o tempo foram limitados, baixa disponibilidade da clnica onde foi realizado o
tratamento, outra possvel limitao que os pacientes no foram avaliados durante
o tratamento. Apesar dessas possveis limitaes, o resultado obtido neste estudo
indica que a hidroterapia proporciona um aumento significativo do equilbrio,
prevenindo assim as quedas em idosos.
!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!21 SOUZA, A. C.; PAIVA, P. B.; GUTH, V. J.; MARTINS, A. C.; SANTOS, G. M.; MAZO, G. Z. O Efeito
do Treinamento Sensrio -Motor no Equilbrio de Idosas. Revista Digital-Buenos Aires. Ano 14. n
134. !SMOX0,!#++*. !

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Fica como sugestes para melhorar a qualidade metodolgica para prximos
estudos, a realizao deste estudo com um nmero maior de pacientes, maior
tempo de durao da pesquisa para se obter todos os efeitos teraputicos, aumento
do nmero de sesses semanais e que seja realizada a avaliao dos pacientes
durante o tratamento.

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6 CONCLUSO

Ao verificar a literatura sobre este tema, pode-se concluir que a hidroterapia
trouxe benefcios para os idosos. Porm, estudos adicionais so necessrios devido
escassez de trabalhos encontrados.
A anlise da populao estudada demonstra um dficit de equilbrio nos
idosos quando avaliados pela Escala de Equilbrio de Berg, o que denota um
aumento no risco de quedas.
O programa de hidroterapia proposto comprovaram, para esta pesquisa, que
os idosos so capazes de seguir uma conduta de exerccios a ponto de promover
melhora do equilbrio, prevenindo as quedas, j que o equilbrio tem uma relao
direta com as mesmas.
Com isso, essa pesquisa chegou concluso de que a hidrotera pia um
recurso seguro e favorvel na melhora do equilbrio e preveno de quedas em
idosos.

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REFERNCIAS BIBLIOGRFICAS

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Manole, 2000. 332 p.

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CHANDLER, Julie M. Equilbrio e quedas no idoso: Questes sobre a Avaliao e o
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Janeiro: Guanabara Koogan, 2002. Captulo 18, p. 265-276.

CUNHA, Mrcia C. B.; LABRONICI, Rita H. D. D.; OLIVEIRA, Aracy S.B.; GABBAI,
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ANEXO A Escala de Equilbrio de Berg

CENTRO UNIVERSITRIO DE FORMIGA
Decreto publicado em 05082
Mantenedora: Fundao Educacional Comunitria Formiguense FUOM
Pr- Reitoria de Apoio Acadmico, Extenso, Pesquisa e Ps -Graduao
Av. Dr. Arnaldo de Senna, 328 - Bairro: gua Vermelha - Formiga - MG - 35570- 000
Telefax: (37) 3329.1400 Email : proreitoriaposgraduacao@uniformg.edu.br

ESCALA DE EQUILBRIO DE BERG

Este teste constitudo por uma escala de 14 tarefas comuns que envolvem o
equilbrio esttico e dinmico tais como alcanar, girar, trans ferir-se, permanecer em
p e levantar-se. A realizao das tarefas avaliada atravs de observao e a
pontuao varia de 0 4 totalizando um mximo de 56 pontos. Estes pontos devem
ser subtrados caso o tempo ou a distncia no sejam atingidos, o sujeito necessite
de superviso para a execuo da tare fa, ou se o sujeito apia-se num suporte
externo ou recebe ajuda do examinador. De acordo com Shumway -Cook &
Woollacott (2003), na amplitude de 56 a 54, cada ponto a menos associado a um
aumento de 3 a 4% abaixo no risco de quedas, de 54 a 46 a alterao de um ponto
associada a um aumento de 6 a 8% de chances, sendo que abaixo de 36 pontos o
risco de quedas quase de 100%.
Descrio dos Itens Pontuao (0-4)

1. Sentado para em p ________
2. Em p sem apoio ________
3. Sentado sem apoio ________
4. Em p para sentado ________
5. Transferncias ________
6. Em p com os olhos fechados ________
7. Em p com os ps juntos ________
8. Reclinar frente com os braos estendidos ________
9. Apanhar objeto do cho ________

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10. Virando-se para olhar para trs ________
11. Girando 360 graus ________
12. Colocar os ps alternadamente sobre um banco ________
13. Em p com um p em frente ao outro ________
14. Em p apoiado em um dos ps ________
TOTAL ________

Instrues Gerais

Demonstre cada tarefa eou instrua o sujeito da maneira em que est escrito
abaixo. Quando reportar a pontuao, registre a categoria da resposta de menor
pontuao relacionada a cada item. Na maioria dos itens pede -se ao sujeito manter uma dada posio por um
tempo determinado. Progressivamente mais pontos so subtrados caso o tempo ou
a distncia no sejam atingidos, caso o sujeito necessite de superviso para a
execuo da tar efa, ou se o sujeito apia-se num suporte externo ou recebe ajuda
do examinador.
importante que se torne claro aos sujeitos que estes devem manter seus
equilbrios enquanto tentam executar a tare fa. A escolha de qual perna permanecer
como apoio e o alcance dos movimentos fica a cargo dos sujeitos. Julgamentos
inadequados iro influenciar negativamente na performance e na pontuao. Os equipamentos necessrios so um cronmetro (ou relgio comum com
ponteiro dos segundos) e uma rgua ou outro medidor de distncia com fundos de
escala de 5, 12,5 e 25cm. As cadeiras utilizadas durante os testes devem ser de
altura razovel. Um degrau ou um banco (da altura de um degrau) pode ser utilizado
para o item #12.

1. SENTADO PARA EM P

INSTRUES: Por favor, fique de p. Tente no usar suas mos como suporte.

( ) 4 capaz de permanecer em p sem o auxlio das mos e estabilizar de maneira
independente

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( ) 3 capaz de permanecer em p independentemente usando as mos
( ) 2 capaz de permanecer em p usando as mo aps vrias tentativas
( ) 1 necessidade de ajuda mnima para ficar em p ou estabilizar
( ) 0 necessidade de moderada ou mxima assistncia para permanecer em p

2. EM P SEM APOIO

INSTRUES: Por favor, fique de p por dois minutos sem se segurar em nada.

( ) 4 capaz de permanecer em p com segurana por 2 minutos
( ) 3 capaz de permanecer em p durante 2 minutos com superviso
( ) 2 capaz de permanecer em p durante 30 segundos sem suporte
( ) 1 necessidade de vrias tentativas para permanecer 30 segundos sem suporte
( ) 0 incapaz de permanecer em p por 30 segundos sem assistncia

Se o sujeito capaz de permanecer em p por 2 minutos sem apoio, marque
pontuao mxima na situao sentado sem suporte. Siga diretamente para o item
4.

3. SENTADO SEM SUPORTE PARA AS COSTAS MAS COM OS PS APOIADOS
SOBRE O CHO OU SOBRE UM BANCO

INSTRUES: Por favor, sente-se com os braos cruzados durante 2 minutos.

( ) 4 capaz de sentar com segurana por 2 minutos
( ) 3 capaz de sentar com por 2 minutos sob superviso
( ) 2 capaz de sentar durante 30 segundos
( ) 1 capaz de sentar durante 10 segundos
( ) 0 incapaz de sentar sem suporte durante 10 segundos

4. EM P PARA SENTADO

INSTRUES: Por favor, sente-se.

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( ) 4 senta com segurana com o mnimo uso das mo
( ) 3 controla descida utilizando as mos
( ) 2 apia a parte posterior das pernas na cadeira para controlar a descida
( ) 1 senta independentemente mas apresenta descida descontrolada
( ) 0 necessita de ajuda para sentar

5. TRANSFERNCIAS

INSTRUES: Pedir ao sujeito para passar de uma cadeira com descanso de
braos para outra sem descanso de braos (ou uma cama)

( ) 4 capaz de passar com segurana com o mnimo uso das mos
( ) 3 capaz de passar com segurana com uso das mos evidente
( ) 2 capaz de passar com pistas verbais eou superviso
( ) 1 necessidade de assistncia de uma pessoa
( ) 0 necessidade de assistncia de duas pessoas ou superviso para segurana

6. EM P SEM SUPORTE COM OLHOS FECHADOS

INSTRUES: Por favor, feche os olhos e permanea parado por 10 segundos

( ) 4 capaz de permanecer em p com segurana por 10 segundos
( ) 3 capaz de permanecer em p com segurana por 10 segundos com
superviso
( ) 2 capaz de permanecer em p durante 3 segundos
( ) 1 incapaz de manter os olhos fechados por 3 segundos mas permanecer em p
( ) 0 necessidade de ajuda para evitar queda

7. EM P SEM SUPORTE COM OS PS JUNTOS

INSTRUES: Por favor, mantenha os ps juntos e permanea em p sem se
segurar

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( ) 4 capaz de permanecer em p com os ps juntos independentemente com
segurana por 1 minuto
( ) 3 capaz de permanecer em p com os ps juntos independentemente com
segurana por 1 minuto, com superviso
( ) 2 capaz de permanecer em p com os ps juntos independentemente e se
manter por 30 segundos
( ) 1 necessidade de ajuda para manter a posio mas capaz de ficar em p por 15
segundos com os ps juntos
( ) 0 necessidade de ajuda para manter a posio mas incapaz de se manter por
15 segundos

8. ALCANCE A FRENTE COM OS BRAOS EXTENDIDOS PERMANECENDO EM
P

INSTRUES: Mantenha os braos estendidos a 90 graus. Estenda os dedos e
tente alcanar a maior distncia possvel. (O examinador coloca uma rgua no final
dos dedos quando os braos esto a 90 graus. Os dedos no devem tocar a rgua
enquanto executam a tarefa. A medida registrada a distncia que os dedos
conseguem alcanar enquanto o sujeito est na mxima inclinao para frente
possvel. Se possvel, pedir ao sujeito que execute a tare fa com os dois braos para
evitar rotao do tronco.)

( ) 4 capaz de alcanar com confiabilidade acima de 25cm (10 polegadas)
( ) 3 capaz de alcanar acima de 12,5cm (5 polegadas)
( ) 2 capaz de alcanar acima de 5cm (2 polegadas)
( ) 1 capaz de alcanar mas com necessidade de superviso
( ) 0 perda de equilbrio durante as tentativas necessidade de suporte externo

9. APANHAR UM OBJETO DO CHO A PARTIR DA POSIO EM P

INSTRUES: Pegar um sapatochinelo localizado a frente de seus ps

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( ) 4 capaz de apanhar o chinelo facilmente e com segurana
( ) 3 capaz de apanhar o chinelo mas necessita superviso
( ) 2 incapaz de apanhar o chinelo mas alcana 2 -5cm (1-2 polegadas) do chinelo
e manter o equilbrio de maneira independente
( ) 1 incapaz de apanhar e necessita superviso enquanto tenta
( ) 0 incapaz de tentar necessita assistncia para evitar perda de equilbrio ou
queda

10. EM P, VIRAR E OLHAR PARA TRS SOBRE OS OMBROS DIREITO E
ESQUERDO

INSTRUES: Virar e olhar para trs sobre o ombro esquerdo. Repetir para o
direito. O examinador pode pegar um objeto para olhar e coloc -lo atrs do sujeito
para encoraj-lo a realizar o giro.

( ) 4 olha para trs por ambos os lados com mudana de peso adequada
( ) 3 olha para trs por ambos por apenas um dos lados, o outro lado mostra
menor mudana de peso
( ) 2 apenas vira para os dois lados mas mantm o equilbrio
( ) 1 necessita de superviso ao virar
( ) 0 necessita assistncia para evitar perda de equilbrio ou queda

11. VIRAR EM 360 GRAUS

INSTRUES: Virar completamente fazendo um crculo completo. Pausa. Fazer o
mesmo na outra direo

( ) 4 capaz de virar 360 graus com segurana em 4 segundos ou menos
( ) 3 capaz de virar 360 graus com segurana para apenas um lado em 4
segundos ou menos
( ) 2 capaz de virar 360 graus com segurana mas lentamente
( ) 1 necessita de superviso ou orientao verbal
( ) 0 necessita de assistncia enquanto vira

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12. COLOCAR PS ALTERNADOS SOBRE DEDGRAU OU BANCO
PERMANECENDO EM P E SEM APOIO

INSTRUES: Colocar cada p alternadamente sobre o degraubanco. Continuar
at cada p ter tocado o degraubanco quatro vezes.

( ) 4 capaz de ficar em p independentemente e com segurana e completar 8
passos em 20 segundos
( ) 3 capaz de ficar em p independentemente e completar 8 passos em mais de
20 segundos
( ) 2 capaz de completar 4 passos sem ajuda mas com superviso
( ) 1 capaz de completar mais de 2 passos necessitando de mnima assistncia
( ) 0 necessita de assistncia para prevenir queda incapaz de tentar

13. PERMANECER EM P SEM APOIO COM OUTRO P A FRENTE

INSTRUES: (DEMOSTRAR PARA O SUJEITO) Colocar um p diretamente em
frente do outro. Se voc perceber que no pode colocar o p diretamente na frente,
tente dar um passo largo o suficiente para que o calcanhar de seu p permanea a
frente do dedo de seu outro p. (Para obter 3 pontos, o comprimento do passo
poder exceder o comprimento do outro p e a largura da base de apoio pode se
aproximar da posio normal de passo do sujeito).

( ) 4 capaz de posicionar o p independentemente e manter por 30 segundos
( ) 3 capaz de posicionar o p para frente do outro independentemente e manter
por 30 segundos
( ) 2 capaz de dar um pequeno passo independentemente e manter por 30
segundos
( ) 1 necessidade de ajuda para dar o passo mas pode manter por 15 segundos
( ) 0 perda de equilbrio enquanto d o passo ou enquanto fica de p

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14. PERMANECER EM P APOIADO EM UMA PERNA

INSTRUES: Permanea apoiado em uma perna o quanto voc puder sem se
apoiar

( ) 4 capaz de levantar a perna independentemente e manter por mais de 10
segundos
( ) 3 capaz de levantar a perna independentemente e manter entre 5 e 10
segundos
( ) 2 capaz de levantar a perna independentemente e manter por 3 segundos ou
mais
( ) 1 tenta levantar a perna e incapaz de manter 3 segundos, mas permanece em
p independentemente
( ) 0 incapaz de tentar ou precisa de assistncia para evitar queda

( ) PONTUAO TOTAL (mximo=56).

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ANEXO B Termo de Consentimento Livre e Esclarecido

CENTRO UNIVERSITRIO DE FORMIGA
Decreto publicado em 05082
Mantenedora: Fundao Educacional Comunitria Formiguense FUOM
Pr- Reitoria de Apoio Acadmico, Extenso, Pesquisa e Ps -Graduao
Av. Dr. Arn aldo de Senna, 328 - Bairro: gua Vermelha - Formiga - MG - 35570- 000
Telefax: (37) 3329.1400 Email : proreitoriaposgraduacao@uniformg.edu.br

TERMO DE CONSENTIMENTO LIVRE E ESCLARECIDO

Eu, ................................................................................................, concordo em
participar como voluntrio(a) da pesquisa realizada por Carla Barbosa Gomes e
Neide Aparecida dos Santos, acadmicas do 8 perodo de Fisioterapia do Centro
Universitrio de Formiga UNIFORMG, colaborando na obteno de dados para a
elaborao do Trabalho de Pesquisa, intitulado Os Benefcios da Hidroterapia sobre
o Equilbrio dos Idosos e na Preveno de Quedas. Dou minha permisso para que
sejam obtidas fotografias, filmagens ou gravaes para fins de pesquisa cientfica.
Concordo que o material e as informaes obtidas possam ser divulgadas em
aulas e em eventos cientficos e tambm publicadas em artigos cientficos ou livros.
Porm, meu nome permanecer em sigilo. Estou ciente de que posso retirar meu
consentimento em qualquer fase da pesquisa, sem sofrer nenhuma penalizao.
Estou informado de que no terei despesas pessoais e nem mesmo recompensa
financeira pela participao na pesquisa.
As fotografias eou gravaes ficaro sob a guarda e propriedade dos alunos
pesquisadores. O TCLE, contendo minha concordncia em participar da pesquisa,
permanecer arquivado no Comit de tica em Pesquisa em Seres Humanos e
Animais (COEPEAH UNIFOR-MG), ficando uma via em meu poder.
Renuncia-se a quaisquer direitos relacionados presente autorizao para
uso e publicao das informaes e das fotografias, isentando os alunos e o
UNIFOR-MG e seus integrantes profissionais e qualquer outra pessoa que esteja
participando do material fotogrfico, de qualquer ao judicial que tenha como objeto
esses mesmos direitos.

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Ciente da relevncia da minha participao e colaborao para a
concretizao deste trabalho de pesquisa, do meu consentimento para colet a e
divulgao dos dados.

Ass. do voluntrio: ____________________________________________________

Ass. dos acadmicos: _________________________________________________

Formiga, ............... de .............................................. de 2009.

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ANEXO C Esclarecimento de riscos para os participantes da pesquisa

CENTRO UNIVERSITRIO DE FORMIGA
Decreto publicado em 05082
Mantenedora: Fundao Educacional Comunitria Formiguense FUOM
Pr- Reitoria de Apoio Acadmi co, Extenso, Pesquisa e Ps -Graduao
Av. Dr. Arnaldo de Senna, 328 - Bairro: gua Vermelha - Formiga - MG - 35570- 000
Telefax: (37) 3329.1400 Email : proreitoriaposgraduacao@uniformg.edu.br

ESCLARECIMENTO DE RISCOS PARA OS PARTICIPANTES DA PESQUISA

Ns, Carla Barbosa Gomes e Neide Aparecida dos Santos, acadmicas do 9
perodo do curso de Fisioterapia, do Centro Universitrio de Formiga UNIFOR-MG,
notamos atravs desta, os riscos que podero vir acontecer durante a realizao do
tratamento.
Poder ocorrer o risco de quedas fora e dentro da piscina, caso seja de fora
da piscina, poder acarretar em fraturas, caso seja dentro da piscina, no ter o
risco de afogamento, pois, os pacientes estaro com colete de proteo.
Mas esses riscos sero mnimos ou at nulos, pois, todos os cuidados
necessrios para a segurana dos pacientes sero proporcionados, os pacientes
nunca ficaro sozinhos ou sem os equipamentos de segurana, caso estejam fo ra
ou dentro da piscina, vo estar sempre acompanhados dos alunos.

Assinatura dos acadmicos: ____________________________________________
_____________________________________________

Assinatura do Voluntrio:_______________________________________________

Formiga,................de ..............................................................de 2009.

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ANEXO D Avaliao fisioteraputica

CENTRO UNIVERSITRIO DE FORMIGA
Decreto publicado em 05082
Mantenedora: Fundao Educacional Comunitria Formiguense FUOM
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Av. Dr. Arnaldo de Senna, 328 - Bairro: gua Vermelha - Formiga - MG - 35570- 000
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AVALIAO FISIOTERAPUTICA

Data: _________
Avaliador: __________________________________________________________
Superviso: _________________________________________________________

1. Diagnstico Clnico: ________________________________________________ 2. Diagnstico Fisioteraputico: ________________________________________

DADOS PESSOAIS:

3. Nome: ___________________________________________________________ 4. Sexo: ( ) F ( )M
5. Idade: ____________________________________________________________
6. Profisso: ________________________________________________________
7. Estado Civil: ( ) Separado ( ) Vivo ( ) Casado ( ) Solteiro
8. End.: ____________________________________________________________
___________________________________________________________________
9. Tel.: _____________________________________________________________
10. Mdico: _________________________________________________________ 11. Cirurgias: ( ) No ( ) Sim
Qual? ______________________________________________________________
12. Uso de Medicamento: ( ) No ( ) Sim
Qual? ______________________________________________________________

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14. Terapias: ( ) No ( ) Sim
Qual? ______________________________________________________________

15. HMA (breve histrico do quadro clnico)
___________________________________________________________________
___________________________________________________________________
___________________________________________________________________

16. BIOTIPO DO PACIENTE:
( ) Idoso ( ) AdultoJovem ( ) Criana

17. ATIVIDADES AQUTICAS PRVIAS:
Tipo:
( ) Natao ( ) Hidroginstica
( ) Hidroterapia ( ) Outras ( ) Nenhuma

18. PRESENA DE CONTRA-INDICAES
Contra-indicaes:
( ) Incontinncia urinria e fecal ( ) Febre ( ) Afeces agudas
( ) Insuficincia respiratria grave ( ) Queimaduras graves
( ) Problemas neurolgicos ( ) lceras varicosas ( ) Cncer
( ) Problemas dermatolgicos ( ) HAS descontrolada ( ) Nenhuma

DADOS VITAIS:
PA: _________________mmHg FC:_______________ bpm
Peso:________________ Altura:_____________

19. INSPENO GERAL
___________________________________________________________________
___________________________________________________________________
___________________________________________________________________

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20. SENSIBILIDADE
___________________________________________________________________

21: TESTES ESPECFICOS
___________________________________________________________________
___________________________________________________________________

22. REFLEXOS
___________________________________________________________________

23. PALPAO
___________________________________________________________________
___________________________________________________________________

24. MARCHA
___________________________________________________________________
___________________________________________________________________

25. EQUILBRIO

Esttico:_____________________________________________________________
Dinmico:___________________________________________________________

26. COORDENAO MOTORA

( ) Preservada
( ) Alterada: _______________________________________________________

27: FRATURA
( )No
( ) Sim ____________________________________________________________

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28. TESTE DE FORA MUSCULAR

MSCULOS GRAU DE FORA (0 A 5)
Quadrceps
Isquiosurais
Tensor da Fscia Lata
Trceps Sural
Iliopsoas
Glteo

29. TESTE DE FLEXIBILIDADE MUSCULAR

MSCULOS DIREITO ESQUERDO
Quadrceps
Isquiosurais
Tensor da Fscia Lata
Trceps Sural
Iliopsoas
Glteo

(N: Normal) (E: Encurtado) (HF: Hiperflexveis)

30. OBSERVAES
___________________________________________________________________
___________________________________________________________________
___________________________________________________________________
___________________________________________________________________

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ANEXO E Materiais utilizados para realizar exerccios na gua

MATERIAIS UTILIZADOS PARA REALIZAR EXERCCIOS NA GUA

Halteres triangular em E.V.A.

Caneleiras anatmicas em E.V.A.

Pranchas para natao em E.V.A.

Hidrotubos (6cm x 1,65m) em
E.V.A.

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ANEXO F Parecer consubstanciado

PARECER CONSUBSTANCIADO

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